Anticoncepção hormonal combinada
- A anticoncepção hormonal combinada vai além da prevenção da gravidez, sendo amplamente utilizada no manejo de distúrbios hormonais e ginecológicos. Sua ação no eixo hipotálamo-hipófise-ovariano permite regular ciclos, reduzir sintomas e proteger a saúde reprodutiva. Quando bem indicada, é uma ferramenta terapêutica estratégica na ginecologia moderna.
Quando se fala em pílula anticoncepcional, a maioria das pessoas pensa apenas na sua função de evitar a gravidez. Mas a anticoncepção hormonal combinada — que une estrogênio e progestagênio — vai muito além disso.
Ela traz diversos benefícios à saúde da mulher, atuando de forma positiva na pele, no ciclo menstrual e até na prevenção de doenças ginecológicas e oncológicas.
👉 Benefícios não contraceptivos:
• Melhora da acne e redução da oleosidade da pele e do couro cabeludo, principalmente nas formulações com ação antiandrogênica.
• Menor risco de doenças benignas das mamas, cistos de ovário e cânceres de ovário, endométrio e cólon.
• Alívio de sintomas como cólicas menstruais intensas, tensão pré-menstrual, dores de cabeça associadas à menstruação, além de ajudar em condições como adenomiose, miomas e endometriose.
• Reduz o risco de sangramentos uterinos anormais e da deficiência de ferro (com ou sem anemia).
• Protege o endométrio em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou na perimenopausa.
• Contribui para a saúde óssea, ajudando a preservar a massa mineral.
💡 E quando falamos em eficácia contraceptiva, os números são bem importantes!
📊 Segundo Trussell, em um estudo que comparou diferentes métodos contraceptivos, três quesitos se destacaram:
1️⃣ Taxas de falha da eficácia (quando o método não impede a gravidez mesmo com uso correto);
2️⃣ Falha de uso (erros ou esquecimentos no uso);
3️⃣ Descontinuidade após 1 ano de uso (abandono do método).
O estudo foi baseado no número de gestações a cada 100 mulheres por ano, e chegou às seguintes conclusões:
• Anticoncepcionais combinados: 0,3% de falha de eficácia, 9% de falha de uso e 33% de descontinuidade.
• Implante subdérmico: 0,05% de falha e 0,8% de uso incorreto.
• DIU e SIU-LNG: cerca de 0,2% de falha.
• Métodos de barreira (camisinha): 18% de falha e 57% de descontinuidade.
• Sem método: risco de gravidez de 85 em 100 mulheres por ano.
Cada método tem suas vantagens, desvantagens e indicações específicas — e a escolha ideal deve ser personalizada. ❤️
Agende sua consulta com o Dr. Carlos José Benati, ginecologista especializado e certificado em terapias hormonais, para avaliar qual opção é mais adequada ao seu corpo e ao seu momento de vida.
Você pode agendar sua consulta com o Dr. Carlos Benati pelo nosso Whatsapp: (11) 98980-4810 ou clicando aqui.





