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EMBOLIZACAO DA ARTERIA UTERINA


Este novo procedimento não cirúrgico será explorado com mais detalhes nesta apostila mais adiante. Consiste na introdução de um pequeno tubo plástico de 2 milímetros denominado cateter ma artéria que passa pela virilha. Este cateter será conduzido por dentro das artérias até alcançar as que se dirigem para o útero e os miomas. Nesta posição são injetadas pequenas partículas plásticas que ocluem a passagem de sangue para o mioma causando o seu encolhimento.

Miomectomia. É um procedimento cirúrgico que remove somente o mioma, não todo o útero, preservando assim a capacidade da mulher para engravidar.

Há várias técnicas para realizar a miomectomia, que incluem: a via histeroscópia, a via laparoscópia ou a via abdominal.

A miomectomia por via histeroscópia é utilizada somente para extrair os miomas que se encontram por debaixo da camada interna do útero e se exteriorizam para a cavidade uterina. Não se requer qualquer incisão cirúrgia. O médico introduz um tubo flexível chamado histeroscópio através da vagina e colo uterino e com instrumentos apropriados estrai o mioma. Este procedimento é realizado geralmente de forma ambulatorial e com anestesia.

A miomectomia Laparoscópica é utilizada para extrair miomas que se encontram na porção externa do útero. Pequenas incisões são realizadas na parede abdominal por onde são introduzidos uma micro câmara de vídeo e instrumentos apropriados apropriados para realizar a extração do mioma. Este procedimento é realizado com anestesia geral.

A miomectomia abdominal é um procedimento cirúrgico formal que consistena realização de uma incisão na parede abdominal para aceder ao útero e uma outra incisão no útero para extrair o mioma. Após a retirada do mioma do útero é suturado. Esta cirurgia requer anestesia geral e geralmente vários dias de hospitalização. A miomectomia é frequentemente bem sucedida para controlar os sintomas, porém, quanto maios número de miomas tiver no útero, menor sucesso terá a cirurgia. Adicionalmente, os miomas podem voltar a crescer alguns anos após a miomectomia.

HIstectomia. Aproximadamente 1/3 das milhões de histerectomias realizadas anualmente no mundo todo são devidas a mioma uterino. Histerectomia é a remoção cirúrgica do útero que pode ser realizada por via vaginal, laparoscópia ou abdominal como é mais convencional. Este procedimento cirúrgico requer anestesia geral, demanda três ou quatro dias de hospitalização e quatro a seis semanas de recuperação. A histerectomia atualmente é a terapia que mais comumente se emprega para tratamento de mioma uterino. Tipicamente realiza-se em mulheres que perderam suas possibilidades de engravidar ou naquelas que compreendem que após esta cirurgia não terão qualquer possibilidade de engravidar novamente.

P. O que é a embolização de miomas?

R. A embolização das artérias uterinas é uma nova alternativa para tratar as mulheres que apresentam mioma uterino sintomático. É um procedimento minimamente invasivo que requer somente uma pequena incisão na pele feita com anestesia local. A embolização de miomas é um procedimento realizado por um médico especialista em Radiologia Intervencionista, isto é, um profissional que recebeu treinamento específico para realizar este e muitos outros procedimentos minimamente invasivos e portanto, menos traumáticos que a cirurgia convencional.

O radiologista intervencionista faz uma incisão de aproximadamente 2 milímetros na pele da virilha por onde introduz um fino tubo plástico denominado cateter na artéria que passa debaixo da pele. Este cateter é direcionado por dentro das artérias que se visualizam com a utilização de um equipamento de raios "X" até alcançar as artérias uterinas que levam sangue para os miomas. Nesta posição são injetadas partículas plásticas por dentro do cateter até entupir estas artérias e comprovar que o mioma não recebe mais sangue. Desta forma os miomas param de crescer e começam a encolher.

A embolização uterina geralmente requer uma noite de hospitalização. Após o procedimento prescrve-se medicação para a dor espasmódica ou cólicas que são efeitos colaterais comuns. Febre é um efeito adverso ocasional e pode ser facilmente controlado com medicação apropriada. A recuperação leva em geral 1 semana, embora as vezes possa se prolongar.

Embora a embolização para tratamento de miomas foi descrita em 1995, a embolização do útero vem sendo empregada com sucesso por radiologistas intervencionistas há mais de 20 anos para tratar diferentes tipos de hemorragias de origem ginecológica, principalmente sangramentos pós parto.

P. Qual é o sucesso clínico da embolização de miomas?

R. O sucesso deste método já foi descrito em vários trabalhos científicos publicados na literatura médica. Nestes trabalhos, realizados na Europa e nos Estado Unidos, observa-se que entre 85% e 95% das mulheres submetidas a embolização referem uma remissão significativa ou total da dor e outros sintomas. Este médico tem funcionado muito bem, mesmo quando há múltiplos miomas no útero. Não foi observada qualquer recorrência do problema em mulheres que foram acompanhadas por até cinco anos após a embolização e as pacientes tem manifestado um alto índice de satisfação com este método.

P. Há algum risco associado a embolização de miomas?

R. A embolização de miomas é considerado um procedimento muito seguro, porém, há alguns riscos como, geralmente, acontece com qualquer procedimento médico.

A maioria das mulheres experimentam uma dor abdominal intensa e cólicas nas horas que seguem a embolização. Algumas mulheres referem náuseas e febre. Todos estes sintomas podem ser bem crontolados com medicação apropriada. Um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções que em geral são de fácil controle com o uso de antibióticos. Foi relatado que há uma probabilidade de aproximadamente 1% em provocar uma lesão uterina que possa requerer de uma histerectomia cirúrgica. Uma porcentagem similar de mulheres podem perder os seus ciclos menstruais, isto é, entrar na menopausa após a embolização.

A miomectomia e a histerectomia também apresentam riscos que podem incluir infecção e sangramentos que requeiram transfusão de sangue. A miomectomia cirúrgica, embora preserve o útero, pode originar aderências entre os órgãos abdominais e isto pode levar a infertilidade.

Você deve conversar com o seu médico sobre os riscos e efeitos colaterais de cada procedimento que você pode escolher.

P. A embolização afetará a minha fertilidade?

R. Este assunto é controvertido e não há, ainda, uma resposta definitiva.

Numerosas pesquisas científicas estão sendo conduzidas para elucidar esta questão. Entretanto, foi observado que em algumas mulheres, que fizeram embolização para tratamento de mioma ou outras patologias ginecológicas, não só engravidaram após o procedimento, mas também tiveram parto normal.

P. A embolização é um procedimento caro?

R. Não. A embolização não é um procedimento caro principalmente por que não requer um período longo de internação e também não utiliza muitos recursos hospitalares. As mulheres retornar ao seu lar após passarem um dia no hospital e em geral retomam as suas atividades normais após uma semana.

P. Há cobertura dos convênios e seguros de saúde para embolização?

R. Por ser um procedimento novo, a embolização de miomas não foi codificada ainda na tabela de honorários da Associação Médica Brasileira (AMB). Entretanto, como ocorre com outros procedimentos, utiliza-se o critério de similaridades para codificar este procedimento. Desta forma, a maioria dos convênios e seguros de saúde devem outorgar cobertura para este procedimento.
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